quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dine


Ela era tão especial, que definitivamente merece uma homenagem.
Minha mãe escreveu um texto lindo, que eu gostaria de compartilhar.

"Os laços presos em suas orelhas eram amarelos, voltei para casa só com eles na minha mão. Ela ficou dormindo, descansando finalmente da doença que lhe tirava as forças.

Vi na Internet que o amarelo é a cor da felicidade do luxo, traz nos alegria, energia, força e poder. A Dine era tudo isso. E como alegrou nossas vidas! São lembranças nítidas para mim a primeira noite em que passou conosco e a última. Na primeira, ainda no Lago Norte, pequenininha dormindo em uma caixa de sapatos; na última, quieta quase inerte, respirando com dificuldade. Vai ser duro viver sem ela.

A Jeannie ou Dine como acabou se tornando para facilitar a vida de quem escrevia seu nome era nobre, altiva e cheia de manias. Adorava tomar banho e exigia uma tosa bem feita. Se não fosse assim, ficava deprimida até que o seu pelo crescesse novamente.

Comia de vagar. Provava primeiro, sentia o paladar e só depois começava a degustar sua refeição. Não resistia a uma fruta. Suas preferidas eram mamão, abacate e banana. Por elas era capaz de dançar. Gelatinas lhe eram irresistíveis. Mais nova, apreciava uma cervejinha entornada por algum convidado. Por isso, estava sempre atenta nas ocasiões festivas. Encantava a todos dando tchauzinho com as duas patas.

Na última copa torceu para o Brasil e vestiu a camisa. Ficou linda com um vestidinho verde-amarelo. Não teve filhos, mas adotou um filhote de esquilo de pelúcia. Ia com ele para cima e para baixo pela casa e morria de ciúmes quando alguém o pegava. Era mesmo muito ciumenta, não tinha jeito, era da sua natureza.

Gostava de caçar petiscos e envolvia-se nas brincadeiras de esconde-esconde. Respeitava as regras do jogo como esperar pacientemente, ou quase, que escondêssemos a guloseima para que ela fosse procurar.

A vida nos trouxe ela de graça. Não deixou rancor, raivas ou mágoas. Viveu e se relacionou com a pureza que só os animais têm.

Foi-se embora hoje, dormindo, depois de se despedir da família. Vamos sentir muitas saudades de você Dine."


Ela era uma cachorra muito protetora, muito carinhosa (com os de casa), sempre alegre com seu rabinho abanante. Às vezes esquecíamos que ela não era uma pessoa. Sempre foi muito expressiva. Ainda me lembro de quando eu e minha irmã éramos pequenas, a gente colocava laços e óculos escuros nela. Uma vez minha irmã pendurou no pescoço dela um papel que dizia: "Oi, eu sou a Dine." Lembro, também de quando a colocávamos no chão e víamos pra quem ela ia. Ela foi um cachorro muito especial, sem dúvida alguma deixou ótimas lembranças e uma saudade enorme...

Como eu sempre dizia: " Dini, você é um amor de pessoa!"


2 comentários:

Mine disse...

Verônica, meus sentimentos...
Deve ser mto ruim mesmo... Mas agora ela está melhor!!
Bjos
Mine

Chefe Vê disse...

Obrigada pelos sentimentos...